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| candomblecista, alvo de ofensas | |
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| Tweet Topic Started: Jun 19 2015, 12:38 PM (373 Views) | |
| +NP Makarov | Jun 19 2015, 12:38 PM Post #1 |
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Menina Candomblecista vítima de pedrada é alvo de ofensas ao ir fazer exame de corpo de delito - Jovem de 11 anos foi levada pela avó ao Instituto Médico Legal e foi chamada de "macumbeira" por homem que passava pelo local - POR ANA CAROLINA TORRES, DO EXTRA 17/06/2015 12:24 / ATUALIZADO 17/06/2015 12:25 RIO — Três dias após levar uma pedrada na cabeça desferida por dois homens que a chamaram de “macumbeira” e dizer que ela deveria “queimar no inferno”, a candomblecista de 11 anos voltou a ser vítima de ofensas, na manhã desta quarta-feira. Ela estava com a avó, Kátia Marinho, de 53 anos, no Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito quando um homem passou e gritou: “A imprensa só dá ibope para macumbeiro e gay!”. Kátia dava uma entrevista pelo telefone ao EXTRA quando as ofensas aconteceram. — É impressionante. A gente veio para cá de metrô e recebeu muito apoio na rua. No metrô, duas pessoas que disseram ser evangélicas se aproximaram da gente e falaram que não devemos nos abater. Falaram que vão usar branco, para mostrar que não são a favor da intolerância. E agora acontece uma coisa dessas. Mas isso não vai fazer com que eu desista de lutar por justiça. Vamos continuar até o fim — afirmou Kátia. Para ela, algumas pessoas ainda não conseguiram separar fanatismo de religião: — Apesar disso que acabou de acontecer, estamos com esperança de que esse preconceito diminua. Acabar, sabemos que não vai. Mas temos que acreditar que as pessoas vão ver que somos gente do mesmo jeito que elas. Somos todos a mesma coisa, independente do credo. Kátia contou ainda que a neta, que havia desistido de usar branco na rua por temer ser alvo de novos episódios de intolerância religiosa, voltou atrás. Nesta quarta, a menina usou as roupas de sua religião para ir ao IML. — Conversamos muito com ela. Ela entendeu que não pode ceder. A fé tem que ser maior que tudo — disse a avó. Nesta terça, em entrevista ao EXTRA, a garota chegou a dizer que temia morrer se fosse alvo de novas agressões por causa da religião. A 38ª DP (Brás de Pina) investiga a agressão sofrida pela menina e tenta identificar os dois homens responsáveis por ela: seriam morenos e jovens, na casa dos 20 anos. O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional). A agressão ocorreu no domingo, na Avenida Meriti, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio. Segundo testemunhas, pessoas que estavam num ponto de ônibus começaram a xingar os candomblecistas que, na ocasião, vestiam com as roupas típicas. Kaylane, de 11 anos, está com medo de vestir indumentária de sua religião em público após levar uma pedrada na cabeça depois de sair de uma festa de candomblé - Guilherme Pinto / Agência O Globo . . . . . um comentário sobre o assunto, de um evangélico : "TODOS NÓS, EVANGÉLICOS, APEDREJAMOS UMA MENINA DE 11 ANOS. Não me levem a mal, mas essa história de que a agressão sofrida pela menina CANDOMBLECISTA de 11 anos, foi um caso isolado e que não devemos generalizar se referindo a todos os evangélicos, é o mesmo que agredi-la pela segunda vez, agora, dizendo que “nós não temos nada com isso”. Mas nós temos. Se sou evangélico, sou responsável. Se você é evangélico, você é responsável. Quem atirou aquela pedra fomos nós. Quem atirou aquela pedra foi cada uma das nossas igrejas que faz uma semana de sermões sobre a igreja perseguida, como se apenas cristãos fossem perseguidos no mundo, mas se cala diante da demonização das religiões de matriz africana, do nosso lado, na nossa vizinhança. Quem atirou aquela pedra foi cada líder, cada pastor, que vai fazer de conta que isso não aconteceu, e no próximo domingo vai pregar sobre qualquer coisa, menos exortar os seus membros sobre o pecado do preconceito e da intolerância. Porque nossa cultura evangélica é arrogante e presunçosa, à revelia das boas convivências, familiares e afetivas, que às vezes resistem as diferenças religiosas. Das nossas escolas dominicais aos nossos sermões, passando pelos nossos seminários e missões, em tudo que temos feito permanece a desqualificação da religião do outro. Nós apedrejamos uma menina de 11 anos. Isso não é um fato isolado não. Isso é prática recorrente. Então, se nós não queremos apedrejá-la novamente, nós temos que reconhecer que nossa índole de tolerância é na verdade intolerante, excludente, competitiva, maldosa. Esse nosso evangelho tem negado o Evangelho. Nós deveríamos lavar os pés desta menina. Deveríamos lhe pedir publicamente perdão, abraçá-la, expor a solidariedade. Porque até agora, o que tem sido um caso isolado é o pedido de perdão e a solidariedade com as pessoas de religião de matriz africana. As agressões e o preconceito, sejamos sinceros, tem sido sim generalizado. " . . . . . . Fonte / Texto retirado de : http://oglobo.globo.com/ Alguém afim de comentar sobre? Novamente minha opinião sobre essas coisas continua a mesma : não acho que a religião seja o "câncer" do mundo, mas sim a falta de respeito e dialogo para se entender sobre outras culturas etc. o Câncer mesmo é o fanatismo. |
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| +NP Makarov | Jun 21 2015, 01:36 AM Post #21 |
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