| Um mito sobre o mito. (Algumas palvras); Referente ao Desafio do mês de Janeiro de 2013 | |
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| Tweet Topic Started: Jan 16 2013, 06:11 PM (26 Views) | |
| krust | Jan 16 2013, 06:11 PM Post #1 |
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Um Mito sobre O mito - Tudo bem senhor Chapman, estamos entendidos? - Sim, mas como vou garantir que todo o trato vai ser cumprido? - Nos entenda, não temos como lhe dar nenhum tipo de documento para lhe garantir qualquer coisa, este procedimento aqui acertado é totalmente confidencial, o que o senhor vai ter é apenas nossa palavra de que o trato vai ser cumprido assim como combinado, e na sua situação não lhe restam muitas opções. - Certo, confiarei na sua palavra, mesmo não tendo ideia de que você é realmente quem você diz ser. - Como eu lhe falei, não lhe restam escolhas. Após um breve aperto de mão eu já sabia que minha vida a partir daquele momento nunca mais seria a mesma, apesar de que, esta mudança seria apenas adiada, porém minha vida seria prolongada, tá certo que a maneira que ela se estenderia não seria das mais saudáveis, mas, só pelo fato de continuar respirando já valia a pena. Precisava fazer tudo cirurgicamente como o acertado, amanhã eu viajaria, todos os papéis necessários para que o plano corresse como fora planejado tinham sido deixados em cima da mesa, dentro de um envelope, logo após o aperto de mão, o crucial aperto de mão. Assim que cheguei em casa fui logo verificar toda a documentação pra ver se estava tudo nos conformes, era difícil conter algum erro, afinal dificilmente eles cometem erros, e logo agora neste caso, que não sei bem o porque eles trataram com tanto sigilo, tanto cuidado e que pra eles parecia tão importante. Estava tudo lá, um comprovante de residência de Nova York, uma escritura de uma casa, que segundo o documento eu já a possuía fazia 10 anos, apesar de nunca ter pisado lá antes, eles eram caprichosos, até nota fiscal de supermercado de cinco anos atrás tinha naquele envelope, o mais interessante eram as fotos, em lugares que eu nunca tinha estado, mas aquelas fotos, aos meus olhos leigos, eram perfeitas. Eu não fazia ideia de como eles tinham feito isso, até pensei em entrar em contato com algum profissional da área pra ver como aquilo foi feito, mas aquele tipo de manipulação de imagem não devia ser comum, mesmo para os que trabalhavam com fotografia. Como eu disse antes, no envelope tinha todo tipo de documento comprovando que eu era nativo daquele local, menos o que eu mais queria que estivesse lá, o documento que acertava os termos do acordo. Pra falar a verdade até agora eu não sei por que eu aceitei sem titubear, mesmo não tendo nenhuma garantia da veracidade do acordo, ou mesmo sem ter como acreditar no que aquele homem vestido com terno preto dizia ser, mas o que ele tinha me falado era verdade, eu não tinha escolhas. Tá certo que eles primeiro tiveram que me tirar da lama, e realmente eu estava enfiado na merda, até o pescoço, sinceramente falando, não sei se estou preparado para conviver com este karma pro resto da vida, não sei se seria melhor dar fim a ela rapidamente e assumir a primeira besteira que fiz logo, e acabar com toda essa tensão que eu vivo neste momento, deveria ter pensado mais, só que não deu tempo foi tudo muito rápido, quando eu dei por mim estava fora da prisão, aquilo já era um alívio, mas ao saber que no futuro eu voltaria a cumprir uma pena me deixou triste, mas olhando por outro ponto de vista, pelo menos minha cabeça não ia rolar, pra isso precisava fazer outra cabeça rolar, isso não é certo eu sei, e principalmente uma pessoa que não tem nada a ver com minha história, com quem eu sou com quem eu fui ou principalmente, com o que eu fiz. Tudo parecia muito claro na minha cabeça apesar de ter passado a noite toda maquinando tudo, confesso, não consegui pregar os olhos, não acreditara que precisaria repetir tudo aquilo que eu já tinha feito antes, mas pelo menos agora tinha um motivo, da outra vez também parecia ter um motivo, porém hoje eu vejo que foi fútil, banal, mas agora eu tinha a chance de sobreviver. Dirigi-me ao aeroporto e acreditem viajar de avião as vésperas de natal não é nada fácil, apesar de ser apenas início de dezembro, parece que Santa Claus chega cada vez mais cedo, Santo Capitalismo. Depois daquela loucura de embarque sentei em minha poltrona e um filme passou na minha cabeça, o flagra, as discussões, o tapa na cara, os dias de desespero, até o dia que tudo aconteceu. Era um sábado e fiz de tudo para chegar mais cedo em casa, ela já não estava mais lá, aquele casamento era a minha vida, eu fazia de tudo para agradar a minha esposa, pelo menos na minha cabeça estava tudo certo, mas chegou ao ponto onde tudo se desgastava, eu não preciso dar detalhes de como tudo aconteceu, não foi o primeiro divórcio que aconteceu no mundo e não vai ser o último, o grande problema foi não ter aceito o fim do relacionamento, eu sei também que não sou o único ex marido ciumento no mundo, e o pior de tudo, comecei a perseguir minha ex esposa onde quer que ela fosse, até chegar ao ponto de ter flagrado ela com seu novo companheiro, isso seria muito difícil de aceitar, mas já tinha se passado um ano da nossa separação, hoje eu sei que ela tinha direito de continuar a sua vida, mas depois daquele tapa na cara que ela me deu, na frente dele, tudo ficou muito bagunçado na minha cabeça e o pior aconteceu. Eu precisava tirar ela dos braços dele, mas eu não tinha coragem de fazer isso olhando nos olhos dela, na minha cabeça eu tinha o plano perfeito, esperar os dois passarem a noite juntos e transformar a casa dela no inferno, eu queria ouvir os gritos deles dois que naquele momento estariam dormindo juntos. Juntei todo o material, quatro galões de gasolina, algumas caixas de fósforos, eu me conheço, poderia ser que na hora que fosse acender as chamas do inferno eu pudesse ficar nervoso, acabar derrubando ou algo do tipo, eu precisava garantir que tudo ia dar certo. Quando eu me certifiquei que todas as luzes da casa estavam apagadas pus meu plano em prática, entrei na casa, não foi um problema, pois todos, inclusive eu, sempre me esqueço de fechar todas as janelas da casa, nesta noite não foi diferente para eles, espalhei aquela gasolina por todos os lados, sala de estar, cozinha e até no banheiro. A casa tinha os quartos no primeiro andar, também joguei gasolina por toda a escada, pra garantir que fosse impossível descer do primeiro andar, tinha também as janelas lá de cima, mas aí já entraria o plano B, se um dos dois pulasse e conseguisse sobreviver à queda, eu estaria à espreita pra acabar com a vida de qualquer um dos dois com meu revólver, pois é, comprei-o faz uns três meses, assim que decidi que ia acabar com a vida dela, e mesmo não tendo coragem pra atirar nela, eu sei que naquela situação tinha que fazer de todo jeito, e as chances de desistir ou ficar com receio de atirar seriam menores. Pois bem, depois de tudo ensopado de gasolina, assinei a sentença de morte dos dois, joguei o fósforo e saí correndo de lá, e esperei tudo acontecer, o fogo consumiu rápido o combustível e em menos de 2 minutos as chamas já eram altas, bastante altas, fiquei do outro lado da rua abaixado próximo ao carro, as luzes de cima não se acendiam, o fogo em baixo cada vez mais alto, eu suava como se estivesse em pleno Saara, e nada acontecia. De repente a luz do quarto dos pombinhos se acendem, ouço os gritos dela, aquilo era música pros meus ouvidos, vi a silhueta dela passando pela janela rapidamente ele estava desesperado quando eu ouço um grito dele. - Jaaaaaaaake!!!! Filhoooooo!!!! Que porra era essa? Quem é Jake? Eles não estavam sós? Tinha mais gente naquela porra daquela casa! Depois do grito uma luz num cômodo de baixo se acende, e em seguida um grito, de criança se ouve. – Paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai! Que idiota, eu sabia que ele tinha um filho, mas só pelo fato dela ter ido dormir na casa dele, eu já achei que tinham dispensado a criança, esqueci de conferir se realmente a criança não estava lá. Depois do grito veio o estrondo, a casa começava a desabar, ouvi outro grito alto, era o pai da criança, desesperado tentando descer as escadas em chamas, eu precisava fazer alguma coisa, não poderia deixar aquela criança inocente pagar aquela dívida que não era dela, fui correndo em direção a janela com a luz acesa, quando cheguei perto ficou claro o choro daquela criança, nesse intervalo de tempo a vizinhança já estava acordando, as luzes se acendiam, pessoas gritavam pedindo ajuda, gritos de fora da casa, de dentro da casa, sirenes de longe, as chamas já eram imensas, toda a casa pegava fogo, quando eu corri pra tentar ajudar a criança desesperada o pior aconteceu, um lado da casa desmoronou, tive que voltar pra não ser atingido pelos destroços em chamas, o outro lado da casa já parecia comprometido, com um lado desabando o primeiro andar começou a vir abaixo, não tinha mais o que fazer, eu precisava sair dali, eu estava nervoso, desesperado, aquela criança não tinha culpa. Quando tentei dar o fora, as pessoas que já se aglomeravam na rua me viram muito nervoso e tentando abrir a porta do carro rapidamente, deixei a chave do carro cair, a arma estava escondida na parte de trás da calça coberta por minha camisa, peguei as chaves do carro, olhava pra casa em chamas, olhava pros vizinhos se aproximando, eu não era da região, eles estranharam minha presença naquele local, e ainda nervoso daquele jeito, quando eu ouvi um grito. - Parado! Não se mova! Fiquei nervoso tentei sacar minha arma atrás da calça, ela prendeu no cinto, deixei cair no chão, era tarde demais, o vizinho era um policial, estava sem farda, mas eu reconheço bem a maneira que ele falou comigo, quando deixei a arma cair, já veio outro vizinho por trás e me empurrou pra longe da arma e eu estava rendido no chão, depois disso revistaram meu carro, acharam os galões vazios, os fósforos e depois disso foi cadeia, julgamento e pena de morte, minha vida tinha acabado. Mas agora eu tinha outra chance, deram um jeito de me resgatar daquele inferno astral e me deram uma oportunidade de sobreviver, o plano era viajar pra Nova York ir pra uma casa que segundo os documentos que eu tinha no envelope era minha a bastante tempo, assassinar uma pessoa, e escapar da pena da pena de morte que eu tinha sido condenado no meu Estado, no máximo eu conseguiria uma prisão perpétua com essa nova pena neste assassinato. Seria uma troca justa, minha cabeça pela cabeça de uma pessoa que eu não fazia noção de quem era, mas que com certeza era importante, pois pra me livrar daquele meu primeiro problema com a justiça as pessoas não poderiam ser fracas politicamente falando. O avião aterrissou e me dirigi ao endereço indicado no meio da papelada, paguei o taxi em frente a “minha casa” e entrei, não trouxe nenhuma mala, foi uma ordem da pessoa que me contratou, ele me disse que tudo estaria lá, roupas, sapatos, novos óculos, eu confesso que nada daquilo fazia muito meu estilo, mas era aquele novo “eu” que iria garantir o sucesso do plano. Ao entrar em casa vi muitos quadros dos Beatles, fui conhecendo o ambiente e vi que aquilo era uma constante, quadros, discos, livros, recortes de jornais, tudo remetia aquela banda, que pra mim era só mais uma que eu tinha ouvido algo à um tempo atrás, mas aquele novo eu parecia ser fanático pelos Beatles. Agora era só esperar a ligação com as diretrizes finais para a execução. Cheguei à nova casa por volta do meio dia, consegui descansar um pouco até as duas da tarde quando o telefone toca, o coração acelerou pois agora se definiria minha vida, tudo dependia daquele telefonema. - Alô? - Senhor Chapman, gostou da sua nova, antiga casa? - Sim, bem aconchegante, mas gostaria logo de receber as diretrizes. - Tudo bem, eu entendo sua pressa para terminar logo com tudo, todas as informações estão em baixo da mesa da cozinha, pregada num pedaço de silver tape, dentro de outro envelope, siga aquilo de maneira rápida, boa sorte e nos encontramos em breve. Desliguei o telefone e corri para a cozinha, ao pegar o envelope vi o plano, era absurdo! Eu tinha que matar nada mais nada menos que John Lennon! Aquilo era uma loucura, eu precisava ligar pra pessoa que me contratou, precisava dizer que era loucura, que não tinha como ser feito. Se eu desistisse ficaria na pior, seria cadeira elétrica. Mas eu não podia aceitar que o sangue de mais um inocente sujasse minhas mãos, não é justo, eu vou cometer o mesmo erro, mas agora de maneira consciente! Não vai ser mais sem querer igual ao enteado de minha ex-esposa. Eu tremia, o Lennon deveria ter muitos seguranças, como eu iria entrar na casa dele? Como eu iria chegar até ele? Peguei o resto dos papéis e vi que ele estava instalado no Edifício Dakota, só que o mais curioso é que tinha uns papéis que tinha como título TRAÇOS DE PERSONALIDADE, achei curioso e ao ler os papéis eu fiquei chocado com tamanho capricho nos detalhes do plano, estava ali toda a história dos Beatles, do John Lennon, do fim da banda, das declarações polêmicas, e de como eu reagiria a tudo aquilo, seria uma “justificativa” para que eu cometesse tal ato, tive três dias para ler tudo, e durante a leitura eu vi que eu precisava ser milimétrico nas minhas atitudes e declarações posteriores, eu tinha que dizer que ouvia vozes, que pedi ajuda do diabo para realizar tal ato, dentro do envelope tinha um livro chamado O Apanhador no Campo de Centeio, eu tinha lido na minha infância como trabalho pro colégio, mas precisei ler novamente, precisa preparar minha mente e meus nervos para aquilo tudo. Todo o cronograma estava descrito num papel, depois de ler atentamente vi que o último ato seria no dia 8 de Dezembro daquele ano, 1980. Vi que naquele dia John tinha uma seção de gravação marcada no estúdio que ele estava produzindo seu próximo disco, como eles sabiam destes detalhes eu não sei. Ao acordar naquele dia, queimei tudo que podia denunciar todo aquele planejamento, guardei as cinzas numa bolsa e levei junto comigo no carro, antes de chegar ao Dakota, joguei a bolsa. Aquele dia foi uma droga, junto com meu nervosismo, eu precisaria aguentar aqueles fãs que acampavam na gente do Dakota o dia inteiro, ainda arrisquei dar uma volta no quarteirão, comprei um vinil do Lennon, eu precisava entrar no personagem, apesar de nunca ter ouvido nada da carreira solo dele, eu precisava me integrar no meio daqueles fãs. Quando eu vi aquela movimentação ao redor do prédio aumentar sabia que alguma coisa iria acontecer, vi alguns seguranças do prédio se organizarem tentando fazer um tipo de barricada para barrar a aproximação das pessoas, e de repente vejo aquela figura magra, com seus óculos redondos, eu fiquei parado atônito, não cai no mesmo erro de colocar o revólver na parte de trás da calça, da outra vez isso me custou a vida, desta vez eu preciso recupera-la, mesmo que tenha de tirar outra vida. Ele se aproximou me mantive calmo, os seguranças do prédio o levaram, ele e sua esposa Yoko até a parte da frente do saguão do prédio, de lá Lennon estaria mais livre para entrar na sua Limousine branca, tive a oportunidade ele se dirigiu em minha direção, eu me encontrava entre ele e o carro, ele tinha de passar por mim, essa era a hora! Mas quando eu iria fazer o gesto pra puxar a arma, na parte da frente da calça, os muitos fãs se aglomeraram ao nosso redor, Yoko olhou profundamente nos meus olhos, parecia que aquela japonesa pressentia alguma coisa, não tive escolha quando Lennon se aproximou eu puxei uma caneta e pedi um autógrafo, que ele cedeu gentilmente, seria mais fácil se ele tivesse me tratado com arrogância, eu ficaria com raiva cometeria o crime, mas ele me tratou amavelmente, com atenção, Yoko não tirava os olhos de mim estava complicado, eu estava suado, mas seria facilmente confundido com um fã nervoso chegando perto do seu ídolo. Tinha de esperar seu retorno não sabia a hora que ele voltava, eu não podia arriscar mata-lo naquela hora, poderia ferir mais alguém, algum fã, e já bastava o sangue dele em minhas mãos. Esperei aflito o retorno daquela Limousine, parecia uma eternidade, e quando já perdia as esperanças de executar o plano, vejo ela virando a esquina chegando no Dakota. Ele desceu do carro, Yoko parecia apressada, desceu primeiro que ele, foi na frente, no Dakota tinha apenas eu e mais um único fã solitário, que quando Lennon chegou nem estava tão animado assim, o desgraçado parecia bêbado, a rua estava muito calma, o que era normal naquela hora da noite, e ainda mais com o frio, com certeza pessoas não seriam mais o empecilho para terminar logo aquilo. Quando Yoko passou por mim, fez um aceno discreto com a cabeça, eu não entendi, mas achei que fosse um cumprimento, eu retribui, e quando Lennon passou por mim, esperei ele dar as costas, foi caminhando em direção à entrada do prédio, era agora, não poderia deixar escapar, fiz o que veio na mente. - Senhor Lennon! – Gritei. Ao virar em minha direção, saquei a arma e disparei cinco vezes contra ele, não mirei, apenas atirei, no susto, na vontade de acabar com a desordem na minha cabeça. Quando ele caiu no chão, eu não sabia se tinha cumprido o planejado, ainda restou uma bala no tambor do revólver, ainda pensei se chegava perto dele para deferir o último disparo, ou melhor, poderia atirar na minha própria cabeça e esquecer de vez toda aquela cagada, mas já estava feito. Larguei a arma no chão, ouvi um grito agudo vindo do saguão do prédio, era Yoko voltando correndo aos prantos. Não tive reação apenas me sentei na calçada e esperei acontecer, um segurança chegou perto de mim e me perguntou se eu tinha noção do que eu fiz e de quem eu matei. - Sei sim, eu matei John Lennon. - Disse friamente. O que se seguiu, foi o que eu já sabia o que ia e como ia acontecer, era a segunda vez que passava por aquilo, mas agora era diferente eu matei uma lenda da música, uma figura popular, era aquilo que eu ia levar pelo resto da vida, eu sou o Assassino de John Lennon. Com um tempo fui a julgamento e recebi a sentença esperada, prisão perpétua, tudo estava do jeito como foi planejado, troquei a morte por uma vida desgraçada na prisão. Depois de um tempo, recebi um bilhete anônimo na cadeia, agradecendo por ter cooperado, e me lembrando que aquilo era sigiloso, que se por algum motivo eu abrir a boca para falar daquilo, seria morto e nada do que eu fiz para me livrar da morte valeria pois eu seria dilacerado. Esta é a história de uma pessoa miserável que entrou na vida de outra para acabar com tudo, e também é uma história de como um ser humano pode incomodar toda uma instituição governamental, porém teve que pagar com sua própria vida. |
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